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Custo do diesel no frete: como reduzir em 2026

Diesel chega a 40% do custo do frete. Veja como calcular, monitorar e reduzir o consumo de combustível da sua frota em 2026.

Equipe Sil Sistemas

25 ago 2026 · 4 min de leitura

 Custo do diesel no frete: como reduzir em 2026

O diesel representa, em média, 35% do custo operacional das transportadoras brasileiras — podendo chegar a 40%, segundo estimativas do setor. Isso significa que uma variação de poucos centavos no litro do combustível chega quase imediatamente ao preço do frete e à margem da operação. Em março de 2026, o custo do frete rodoviário subiu 3,36%, para R$ 7,99 por km, segundo o Índice de Frete Rodoviário da Edenred Repom — e a ANTT precisou atualizar o coeficiente de deslocamento do piso mínimo de R$ 5,986/km para R$ 6,368/km só por causa da alta do diesel.

Este guia explica o que compõe o preço do diesel, como monitorar o consumo da sua frota, e quais estratégias realmente reduzem o gasto com combustível.

O que forma o preço do diesel?

O preço pago pelo transportador no posto reflete quatro camadas principais:

Política de Preços da Petrobras: criada em 2023, busca alinhar o valor da refinaria ao mercado internacional, mas o efeito na ponta nem sempre acompanha as reduções.

Logística de distribuição: transporte, armazenagem e seguro do próprio combustível entre a refinaria e o posto.

Margem de revenda: cada posto define sua margem, variando por concorrência local e custos operacionais.

Tributos: ICMS, PIS e Cofins somados representam entre 15% e 25% do preço final, dependendo do estado — e a mistura obrigatória de biodiesel também influencia o custo, ainda que com objetivo ambiental.

O que mais impacta o consumo — como reduzir

Comportamento de condução: excesso de rotação, não uso da inércia, uso excessivo do freio (em vez do freio motor) e tempo prolongado em marcha lenta aumentam o consumo de forma direta e mensurável.

Calibragem dos pneus: pneus murchos aumentam o esforço do motor e o gasto de combustível — a calibragem deve considerar a carga transportada.

Roteirização: uma simples mudança de rota já demonstrou gerar economia de cerca de 5% de combustível em casos reportados por operadoras de telemetria.

Manutenção preventiva em dia: motor desregulado, filtros sujos e sistemas de injeção fora do padrão elevam o consumo sem que o motorista perceba.

Telemetria e videotelemetria: empresas que implementaram telemetria relataram reduções de 5% a 8% no consumo de combustível, com casos específicos (como redução de marcha lenta) responsáveis por dezenas de milhares de litros economizados por ano.

Passo a passo: como estruturar a gestão de combustível

Meça o consumo real por veículo, rota e motorista — cruzando odômetro e abastecimento, não só o total mensal da frota.

Defina uma meta de km/l por categoria de veículo, considerando peso, relevo típico das rotas e tipo de carga.

Implemente telemetria para monitorar comportamento de condução, RPM, uso de freio motor e tempo em marcha lenta.

Audite o abastecimento em trânsito, comparando os dados da telemetria com as informações da operadora de cartão combustível para identificar divergências.

Treine motoristas com base em dados, reconhecendo quem dirige de forma mais econômica e corrigindo hábitos específicos de quem consome mais.

Revise a manutenção preventiva com foco em itens que afetam consumo: pneus, filtros, injeção e alinhamento.

Reavalie a rota regularmente, já que pequenas mudanças de trajeto podem gerar economia relevante quando multiplicadas pelo tamanho da frota.

FAQ — Perguntas frequentes

Qual a participação do diesel no custo de uma transportadora?

Em média 35%, podendo chegar a 40% do custo operacional, segundo estimativas do setor — o que torna o combustível o item mais sensível da estrutura de custo do frete.

Como calcular o consumo de combustível de um caminhão?

Dividindo a quilometragem percorrida pelos litros abastecidos: (KM final − KM inicial) ÷ Litros = km/l. Para precisão, é melhor cruzar odômetro real com abastecimentos por trecho, motorista e tipo de carga.

Telemetria realmente reduz o consumo de combustível?

Sim, em casos reportados por operadoras do setor, a redução fica entre 5% e 8%, com ganhos adicionais ao corrigir comportamentos específicos como marcha lenta prolongada.

Por que o preço do diesel varia tanto entre postos e regiões?

Porque, além da política de preços da Petrobras na refinaria, cada posto define sua própria margem, e os tributos (ICMS, PIS, Cofins) variam por estado, respondendo por 15% a 25% do preço final.

A ANT1T ajusta o piso mínimo de frete por causa do diesel?

Sim. Em março de 2026, a ANTT atualizou o coeficiente de deslocamento do piso mínimo de R$ 5,986/km para R$ 6,368/km em razão da alta do diesel.

Fontes

NTC & Logística — participação do diesel no custo operacional das transportadoras

Índice de Frete Rodoviário Edenred Repom (março de 2026)

ANTT — atualização do coeficiente de deslocamento do piso mínimo de frete (2026)

Reduzir o custo do diesel começa por saber, com precisão, quanto cada veículo, rota e motorista realmente consomem — não estimativa, dado. Um TMS que cruza abastecimento, odômetro, telemetria e roteirização no mesmo painel transforma consumo de combustível de gasto incerto em indicador que se gerencia. Fale com um especialista da Sil Sistemas.

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